O lateral-direito Danilo exaltou a organização da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo, elogiou a qualidade e o talento de Endrick e projetou o jogo contra o Haiti, pela segunda rodada da competição.

Em entrevista coletiva concedida nesta quarta-feira (17), no hotel The Ridge, em Nova Jersey, nos Estados Unidos, ele enalteceu a estrutura oferecida pela entidade para a disputa do torneio.

“Tenho que reconhecer que o trabalho do pessoal que assumiu a CBF trouxe tranquilidade maior com coisas que o atleta não tem que lidar. Hoje existe planejamento e organização que é das melhores que já tive aqui dentro. Vai ter benefício a curto prazo, nessa Copa do Mundo. A médio e longo prazo, vai dar para criar identidade com os jogadores que estiverem nas categorias de base. Acredito muito que faremos uma Copa bonita, mas esse direcionamento trará bons frutos a médio prazo e temos que ter a resiliência de esperar os processos, o que nem sempre é fácil”, pontuou.

Experiente, o camisa 13 da Amarelinha destacou o potencial do atacante Endrick, visto como um dos atletas mais promissores do futebol brasileiro e que vive sua primeira Copa do Mundo.

“Endrick é uma joia rara do futebol brasileiro. É um jogador de potência, de poder de decisão, estrela. (…) Queremos que ele tenha o maior protagonismo. Para mim, Casemiro, Neymar… É a nossa última chance, a Seleção vai continuar com essa galera. O que pudermos fazer para que eles se sintam importantes, nós faremos. No último jogo, ele não entrou por decisão do Mister, é um jogador que vai ser importante”, frisou.

A dois dias de enfrentar o Haiti, o defensor rejeitou falar em goleada da Seleção na partida. Para ele, o foco da equipe comandada por Carlo Ancelotti deve ser “demonstrar para o torcedor a vontade de vencer”.

“Tem a expectativa e a realidade. Precisamos encarar o jogo com a realidade. É até um desrespeito falar em goleada (contra o Haiti), até pela maneira que o futebol mudou e evoluiu. Precisamos demonstrar para o torcedor que temos vontade de vencer. E fazemos isso controlando a posse, buscando o jogo e querendo ganhar a todo momento”, afirmou.

Objetivos no Mundial

O jogador de 34 anos também comentou os objetivos da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026. Segundo ele, a principal meta na fase de grupos da competição é buscar a classificação para a próxima fase.

“Quando você entra em uma fase de grupos onde existem três adversários, você quer ganhar deles. Esse é o nosso objetivo: classificar em primeiro. Se a gente tiver que se classificar em segundo e tiver uma trajetória onde a gente vai chegar em um final feliz, a gente não tem que pensar nisso. É classificar, passar o giro, melhorar o jogo a cada dia e a conexão entre a gente e o campo. A partir daí, os adversários, as logísticas, tudo isso fica em segundo plano porque não temos controle e que faz parte da trajetória”, pontuou.

O jogador do Flamengo analisou o momento da Amarelinha e afirmou que a Seleção Brasileira “continua na primeira fileira” do futebol mundial. Ressaltou também a importância das gerações anteriores na construção desse status e destacou que o objetivo do grupo atual é “colocar mais uma estrela na camisa”.

“O Brasil continua na primeira fileira. Obviamente, isso não foi construído por mim, nem pelos jogadores que estão aqui. Tem uma galera atrás que precisa ser respeitada e foi quem construiu esse status, essas conquistas e essas cinco estrelas que temos no peito. Nossa obrigação é tentar, ao máximo possível, honrar isso. Se a gente tiver muita entrega, responsabilidade e espírito de sacrifício para conseguir colocar mais uma estrelinha na camisa, seria maravilhoso”, acrescentou o camisa 13 da Seleção.

Informações: CBF – Foto: Rafael Ribeiro – CBF