Os institutos de pesquisa, mais uma vez, foram os grandes derrotados nestas eleições, o que os coloca no banco réus. Não é possível que, na corrida ao governo paulista, por exemplo, um erro tão grotesco tenha ocorrido, simplesmente com a inversão de Fernando Haddad e Tarcísio de Freitas na predileção dos eleitores.
Também ao senado, há meses que Márcio França batia seus adversários enquanto Marcos Pontes, o astronauta, figurava timidamente e agora foi eleito. Os números do próprio presidente Jair Bolsonaro, também, jamais passaram da casa de 34%, o que ocorreu, então? Entre outras questões, o fato é que mais uma vez toda a expectativa em torno prováveis vitórias, se viu frustrada pela real escolha dos eleitores.
Ainda ontem, era nítido o constrangimento da cobertura feita pela rede Globo, que parecia não acreditar quando os primeiros números surgiram. Somente depois das oito, quando a “curva” do ex-presidente Lula finalmente ultrapassou a candidatura de Jair Bolsonaro, os ânimos dos jornalistas voltaram aos trilhos. Um vexame. Ocorrências à parte, o fato é que mais uma vez a divisão entre norte e sul do país ficou estabelecida, e até o próximo dia 30 muita água deve rolar sob esta ponte eleitoral, que será estabelecida com o novo desenho do Congresso, bastante confortável para Bolsonaro.
Seu partido, o PL, foi o mais vitorioso das urnas, e agora os eleitos deverão se posicionar com maior assertividade; como já registrado nestes comentários, parece que Minas Gerais será o fiel desta balança.