No auge da Guerra Fria entre Moscou e Washington era relativamente comum que as pessoas temessem pelo fim do planeta como nós o conhecemos. Espionagem, armamento atômico, a cada dia nova uma engenhoca protagonizava o que poderia ser suficiente, inclusive, para banir seres de outro planeta de viessem interferir naquele momento.

Prestes a entrar na adolescência, também construía minha lista de dúvidas em relação ao futuro, incluindo as obras de ficção que eram comuns tanto em livros, como nas telas. E uma vez, me lembro como se fosse hoje, perguntei ao meu saudoso pai o que ele faria se uma nave extraterrestre pousasse em sua frente. Calmamente ele disse que iria ao encontro do “marciano” e lhe apresentaria uma bola de futebol.

Sua ideia primária seria saber que existiriam campos e estádios em outro planeta, campeonatos, e tudo o que envolvesse o chamado esporte Bretão. Mas as dúvidas sobre a existência ou não de outras raças são mais antigas do que podemos imaginar. Quem, naquela mesma época, teve a oportunidade de ler “Eram os Deuses Astronautas?”, de Erich von Däniken, até hoje deve ter suas dúvidas se não fomos, de fato, visitados por outras civilizações no passado. E existam ou não complexos semelhantes a famosa Área 51, dos Estados Unidos, onde se presume estar alienígenas capturados, o fato é que o estudo sobre Objetos Voadores Não Identificados jamais foi abandonado em tempo algum, principalmente nesta semana, quando avistamentos foram registrados no Uruguai, Colômbia, China, Estados Unidos (além do Alaska) e Canadá – esses dois últimos países incluíram notícias que abateram os supostos OVNIS. É evidente que isso tem provocado forte movimentação de setores da inteligência e de boa parte da comunidade científica internacional, porque estaríamos mais próximos do que nunca de uma resposta perseguida há séculos: – Afinal, estamos sozinhos no Universo ou não? Talvez hoje outras perguntas seriam feitas a eles, como se os “marcianos” são de esquerda ou de direita, se conhecem a democracia ou não ou talvez se achem mesmo bom um negócio invadir a Terra como ela está, hoje, tão poluída e descuidada.

Mas o fato é que os balões chineses abriram esta agenda, na qual registro uma outra, uma entre dezenas que passei a formular. Será que teremos que aprender, com civilizações superiores, o quanto a nossa está errada em trilhar pelo caminho da violência, da imposição da valores e da supremacia do dinheiro como fim, e não como meio? E, finalmente, a mais elementar: a continuar assim, teremos jeito algum dia?