UM DOS fundamentos das competições esportivas diz respeito à igualdade de condições. Vencerá, portanto, quem demonstrar mais habilidade, mas para participar delas existem pré-requisitos que devem ser respeitados.
ENQUANTO o mundo diplomático busca soluções para a guerra, o esportivo segue seu roteiro de sanções que punirá atletas e torcedores russos, em situações que não serão simples de aplicar e compreender.
NO FUTEBOL, a exclusão da Rússia das eliminatórias da Copa do Catar impõe uma dúvida: a Polônia, sua próxima adversária, vencerá o jogo por W.O.? Certo, mas isso interferirá no equilíbrio da competição, pois oferecerá privilégio aos poloneses.
QUANTO ao mercado da bola, a exclusão das equipes russas de quaisquer competições promovidas por Uefa e FIFA deixa seus atletas no chamado limbo esportivo. Ou seja, terão que encontrar brechas contratuais para seguirem suas carreiras em outros países. O que também não é fácil.
NA FÓRMULA 1 a situação é menos complicada. O cancelamento do GP da Rússia ocorre por desinteresse dos contratantes, no caso os organizadores das corridas. Simples. Porém, o banimento da delegação russa dos Jogos Paralímpicos da China, que começam neste final de semana, ocorreu por outros motivos.
SEGUNDO os organizadores, outros países ameaçaram não competir na ausência desta decisão, lembrando que a Rússia continua banida perante o Comitê Olímpico Internacional em função de casos de doping. E, nesta competição, os países são convidados, como em festas de aniversário. Sem convite, sem acesso.
OS RELFEXOS da guerra também seguem na Europa, e acertaram em cheio o bilionário Roman Abramovich. Em sua despedida do Chelsea, time que está negociando com um magnata suíço, ele abriu seu coração: “Por favor, saibam que esta foi uma decisão incrivelmente difícil de tomar, e me dói me separar do clube dessa maneira. No entanto, acredito que isso seja do melhor interesse”.
ASSIM COMO acontece no setor cultural, o esporte existe para encurtar fronteiras e promover a confraternização dos povos. Não há qualquer sentido enxergar uma nação invasora, nas proporções atuais, como “amiga”. Como observamos acima, atletas e torcedores serão os mais prejudicados, e não exatamente seus líderes. Muito triste.
SABEM do que vive Mike Tyson hoje em dia? Ele cultiva maconha para fins medicinais. Pior mesmo foi uma declaração feita na semana passada. Ele disse que a prematura morte de sua mãe foi decisiva para o seu sucesso (?).
CRIADO em um bairro barra-pesada, ele sobrevivia de brigas e roubos, o que não agravada sua mamãe; depois de perdê-la, quando tinha 14 anos, foi criado por um tio que enxergou em sua agressividade, uma virtude. Com sinceridade, isso choca ou justifica?
CLÁSSICO entre São Paulo e Corinthians, previsto para este sábado, às 16 horas, promete ser equilibrado, apesar da expectativa de um bom público no Morumbi para incentivar o Tricolor. Rogério Ceni segue pressionado, situação inversa do novo treinador corintiano.
VITOR PEREIRA tem impressionado a diretoria mosqueteira em seus primeiros movimentos. Os treinos são mais curtos, porém mais intensos, e brilha uma luz no fim do túnel. À conferir. Ótimo fim de semana, amigos, e até segunda as 19:30 pelos canais do Farol de Limeira.