09/11/21
A denominação “desenvolvimento sustentável” nasceu durante a Rio 92, encontro climático realizado no Brasil do qual 179 países foram signatários da Agenda 21 Global. À época presidente, Fernando Collor inaugurou, junto às autoridades cariocas, a chamada Linha Vermelha, para facilitar o acesso dos passageiros que chegassem pelo Aeroporto Tom Jobim até a Zona Sul. Linha Vermelha que, por sinal, em pouco tempo se transformou em rota de assaltos e emboscadas, assim como acontecia com a Avenida Brasil. Recentemente um veterano jornalista, ao revelar pouco entusiasmo com os possíveis resultados da COP 26, conferência do clima que se realiza na Escócia, demonstrou seus motivos. Ele fez a cobertura jornalística do evento brasileiro e, de lá para cá, só acompanhou o avanço do efeito estufa de maneira geral. E não deixa de ter razão. As denominadas ocorrências extremas no meio ambiente crescem em todo o planeta, e se não fossem trágicas, em si, constata-se agora o que se denomina de “injustiça climática”. Segundo a advogada Flavia Bellaguarda, “a mudança climática é injusta porque aqueles que mais causam o aquecimento global são os que menos sofrem com as consequências dele, que são países mais desenvolvidos, são as grandes indústrias e todos outros que, na conta de emissões de gases de efeito estufa na atmosfera, acabam sendo muito mais responsáveis e tendo condições, principalmente financeiras, de se adaptar”. Portanto, essa é urgência pedida ela sociedade civil através de seus representantes: que governos e indústrias se comprometam, de verdade, com a diminuição do aquecimento global, mas fica a reflexão: a que preço? Depois dos prejuízos causados pela Covid-19, o mundo capitalista se atreveria a puxar o freio da economia para contribuir com essas exigências? A resposta é não, e o futuro do clima na Terra permanecerá como pauta secundária até que uma nova geração venha a substituir a atual.