Os servidores municipais entraram em greve nesta terça-feira (19), após assembleia realizada no Paço Municipal. Segundo o Sindsel, a decisão ocorreu pelo fato do Governo Mario Botion não apresentar nenhuma proposta que agradasse a categoria, mesmo após a data base de 1º de março deste ano.

Na manhã de ontem, o Tribunal de Justiça (TJ) concedeu tutela antecipada (medida liminar) determinando que 70% dos servidores municipais de Limeira permaneçam trabalhando para garantir a manutenção dos serviços públicos.

A decisão atende pedido ajuizado em ação movida pela Prefeitura contra o Sindicato dos Servidores Municipais de Limeira (Sindsel) e a Apeoesp. Caso a liminar não seja cumprida, a entidade terá que pagar multa diária de R$ 10 mil.

De acordo com o Sindsel, na mesa de negociação ocorrida na tarde desta terça-feira, a Administração Municipal apresentou apenas o índice de 6,5% de reajuste no vale-alimentação aos servidores que já tem direito a este benefício, não apresentando nada mais para a categoria. Também foi dito que o Governo cumprirá com o mesmo índice (6,5%) de reajuste salarial à toda categoria, conquistado na campanha salarial do ano passado.

Logo após a reunião dos dirigentes sindicais com os representantes da Prefeitura, foi realizada uma assembleia com toda a categoria presente que, por unanimidade, manteve o movimento grevista com o compromisso de aumentar à adesão nesta quarta-feira (20) em frente do Paço Municipal.

“A continuidade da greve se dá em razão da falta de uma proposta que atenda minimamente as reivindicações dos servidores, que em sua maioria, foram protocolados anualmente nas campanhas salariais nestes oito anos de governo e até o presente momento, a Prefeitura não apresentou propostas que atendessem estas pautas. O Sindicato da categoria não pode ser conivente com o governo que não coloca os trabalhadores como prioridade no orçamento. Nossas reivindicações são mínimas, visto que acordamos no ano anterior, já aprovado em Lei Municipal, um reajuste mínimo para toda a categoria. Sendo assim, sobraria espaço no orçamento para negociar as reivindicações dos que mais precisam, auxiliares gerais e merendeiras, que são os trabalhadores do piso. Uma forte reivindicação também é a extensão do vale alimentação para todos, contemplando os trabalhadores com nível universitário, como já ocorre em diversas cidades da região, sendo basicamente Limeira a única a punir aqueles que investem em suas carreiras buscando formação, como pós-graduação, mestrado e doutorado”, disse Nicinha Lopes, presidente do Sindsel.

O Sindsel informou em nota que “lamenta, diante de tantas pautas da Educação, que o secretário da Pasta não defenda nenhuma das reivindicações, principalmente das auxiliares e merendeiras, além da valorização dos professores.

Em nota, o “Sindsel convoca a todos servidores a se manterem firmes e trazer mais funcionários de suas unidades, uma vez que somente a unidade e resistência a este desrespeito do governo trará conquistas a categoria, já que não se pode esperar um olhar humanizado desta gestão”.