O Comitê de Prevenção e Controle das Arboviroses Urbanas da Prefeitura de Limeira realizou, na manhã desta segunda-feira (11), no Edifício Prada, mais uma reunião de trabalho. A pauta girou em torno do cenário da doença, das ações de enfrentamento ao Aedes aegypti – transmissor da dengue – e da rede de atendimento.
Participaram do encontro, a vice-prefeita Erika Tank, representando o prefeito Mario Botion, o secretário de Saúde, Vitor Santos, os médicos João Paulo Bighetti (Santa Casa), Rafael Luiz Pavarini de Camargo (Hapvida) e Uedson Barbosa Meira (Humanitária), a gerente de assistência da Unimed, Valeska Frugoli Nogueira, o assessor-executivo da Secretaria de Saúde, Alexandre Ferrari, além de diretores da pasta e de outras secretarias.
A diretora de Vigilância em Saúde, Renata Martins, apresentou dados atualizados sobre a incidência da doença no município. Desde o início do ano, foram notificados 2.007 casos de dengue. Desse total, houve 481 confirmações, 529 casos descartados e 997 que seguem em aberto. Há, ainda, 1 óbito confirmado. Já o índice de positividade é de 47,6%. Até o momento, foram identificados os vírus da doença dos tipos 1 e 2.
Por meio de gráficos, ela também fez o comparativo de 2024 com 2015 – quando o município viveu a maior epidemia de dengue da história, que ocasionou 20 mortes. Nos dois primeiros meses de 2024, há 1.866 notificações, contra 9.991 notificações no mesmo período de 2015.
“Até agora, os números não indicam a mesma gravidade da epidemia de 2015”, comentou Vitor Santos. “Portanto, temos de insistir nas ações de prevenção, reforçando a importância de a população reservar, pelo menos, 10 minutos por semana para vistoriar a própria casa”, completou o secretário.
CRIADOUROS
A gerente da Divisão de Controle de Zoonoses, Pedrina Aparecida Rodrigues Costa, detalhou o resultado do estudo recém-concluído sobre a presença de criadouros da dengue em casas e demais imóveis no município. Conforme o levantamento, em que os agentes vistoriaram 4.876 imóveis, o Índice de Infestação Predial em Limeira é de 1,1, o que indica situação de alerta.
No trabalho, foram identificados 860 recipientes propensos ao acúmulo de água, dentre eles, os mais comuns: latas e frascos inservíveis, peças ou sucatas, pratos de vasos de planta e garrafas retornáveis. “Boa parte desses recipientes poderia ser descartada ou guardada em local coberto”, enfatizou a gerente.