O prefeito Mario Botion defendeu um pacto do Poder Público com a sociedade civil no enfrentamento à dengue. “Todos os setores da sociedade civil e a população devem estar envolvidos nesta causa”, declarou o prefeito.
A dengue se transformou em uma ameaça à saúde pública neste início de ano. Os casos verificados no país estão se multiplicando, contabilizando 282 mil em pouco mais de um mês. No Estado de São Paulo, já são 34.995 registros oficiais e na região de Piracicaba – na qual Limeira está inserida – são 1.289. Em Limeira, os casos somavam 125 até a última semana.
Segundo o assessor executivo da Secretaria de Saúde, Alexandre Ferrari, a situação de Limeira tecnicamente é de risco moderado. “Porém, o cenário pode se transformar em risco grave se ações concretas não continuarem sendo executadas”, observou.
Botion disse que a união com a sociedade civil é fundamental. Ele mencionou a participação de igrejas, comércio, indústria, o terceiro setor e fundamentalmente da população. “O enfrentamento à dengue passa pela eliminação do seu vetor. Eliminar os criadouros do mosquito em casas é essencial. E isso cabe a todos nós”, observou.
ETAPAS
Gerente de Divisão de Vigilância de Zoonoses, Pedrina Costa, fez uma apresentação detalhando os trabalhos de prevenção realizados pelo setor que comanda. As ações são diárias e envolvem visitas em residências, para orientação na retirada de criadouros e mutirões realizados semanalmente, além de operações de bloqueios contra criadouros e procedimentos de nebulização em situações específicas, entre outras.
Secretário de Saúde, Vitor Santos, disse que as ações contra a dengue envolvem duas etapas. A primeira é a prevenção, como as medidas adotadas pelo Poder Público e também pela sociedade civil. “Precisamos ter consciência e ação”, disse, mencionando aspectos de conhecimento e de medidas preventivas, como a eliminação dos criadouros.
Já a segunda etapa passa pela questão médica. Segundo Vitor, os sintomas da dengue são semelhantes à outras doenças, como dores no corpo e febre. “Os casos que chegam no atendimento e que apresentem sintomas como estes devem ser tratados como dengue, e se exige repouso, hidratação e medicação”, declarou. “O tempo é fundamental”, concluiu.
Vitor descartou uma unidade de saúde específica para tratar a dengue, como ocorreu à época da Covid-19. Ele afirmou que o atendimento, inicialmente, estará concentrado em até 12 unidades de saúde da rede municipal. Também determinou a realização de exames comparativos, para analisar, por exemplo, a quantidade de plaquetas. A exemplo do que vem informando o governo federal, o secretário citou que a vacina, neste momento, não chegará para todos os públicos e nem para todos os municípios. “A compra por ainda estar restrita faz com que a imunização seja destinada a um público e região específicos”, afirmou.