Uma ampla sala localizada no Centro de Referência de Assistência Social (Cras), do Parque Nossa Senhora das Dores, se transformou recentemente em um laboratório para o ensino do xadrez. O público assistido pela atividade na sexta-feira (24) foi formado por 21 crianças, entre 7 e 9 anos, do terceiro ano do ensino fundamental da escola de tempo integral, Tenente Aviador Ary Gomes Castro, do Bairro do Tatu.
O secretário de Esporte e Lazer, Luiz Augusto Zanon, explica que a atividade pode também ter a participação de qualquer pessoa da comunidade. “O termo de fomento estabelece um atendimento amplo, não específico para estudantes de determinada escola”, relata. A atividade prevê idade mínima de 7 anos.
Na sexta-feira, durante a etapa teórica da aula, os alunos ouviram as explicações do professor Vitor Paé, de 23 anos, contratado pelo Nosso Clube para desenvolver a atividade à Prefeitura de Limeira, por meio do processo de chamamento público realizado pela Secretaria de Esporte e Lazer. Após a aula teórica, foram formadas duplas em diversos tabuleiros para a atividade prática.
Paé é um aficionado pela modalidade. “Meu pai tem um vínculo forte com o xadrez, e comecei aprender a jogar com 4 anos”, conta ele, que é formado em Ciência do Esporte, pela FCA Unicamp. Além das aulas no Cras, às quartas e sextas, ele também ensina a modalidade para o público em geral, às terças e quintas, das 8h às 9h30, no Centro Comunitário do Jd. Ouro Verde.
Na sala, a movimentação e o interesse das crianças chamavam a atenção. Eles eram assistidos pelo professor Ricardo dos Santos Rocha, encarregado de levar os alunos do Bairro do Tatu até o local do treinamento, no contra-turno da escola integral. “Me sinto muito satisfeito, a atividade desperta habilidade intelectual e permite aos nossos alunos de forma lúdica assimilar estratégias para vencer obstáculos, além de complementos para a matemática, com a construção do raciocínio lógico”, relata o educador.
‘MAIS INTELIGENTES”
“Estou achando bem legal, é um jogo de inteligência”, conta Davi Gonçalves de Freitas, de 7 anos. Nata Bogotto Telles de Lima, de 8 anos, adversário de Davi no tabuleiro, reforça. “É muito legal. Ficamos mais inteligentes”, diz. As meninas também participam, como Maria Vitoria Nerva Pinto, de 8 anos. “Nunca havia jogado, estou aprendendo agora”, afirma. Gabriela Sampaio Soares, 8 anos, complementa. “A gente ganha aprendendo com este jogo”.
Zanon, lembra o êxito do processo de chamamento público e com os termos de fomentos de repasses para entidades e clubes. “Democratiza e leva o esporte para todos”, afirma, ao mencionar o trabalho iniciado pelo governo Mario Botion. “É uma política pública fundamental da nossa administração, estamos contribuindo na formação de cidadãos”, declara o prefeito.