Os servidores de Limeira protestaram nesta segunda-feira (13) em frente ao Paço Municipal devido à falta de negociação quanto ao reajuste salarial da categoria, mas decidiram voltar ao trabalho nesta terça-feira (14). O motivo do retorno é pelo fato do Sindsel não ter como pagar a multa diária de R$ 50 mil estabelecida pela Justiça.
Os sindicatos representantes da categoria reivindicam 15% de reajuste, mas em última mesa de negociação a proposta foi de 5,77%. O Sindicato dos Servidores Municipais de Limeira (Sindsel) estimou que mais de 1.500 pessoas participaram do ato, mas a Prefeitura informou que apenas 500 pessoas estiveram reunidas em frente ao Paço Municipal. Os servidores também participaram da sessão ordinária na tarde de ontem e pediram apoio dos vereadores.
Para manter a greve, o Sindsel pediu a suspensão da liminar concedida à Prefeitura de Limeira pela Vara da Fazenda Pública de Limeira, que determinou a manutenção de 100% dos servidores municipais em serviços públicos essenciais. Em caso de descumprimento, está prevista multa diária de R$ 50 mil até o limite de R$ 500 mil. A diretora do Sindsel, Nicinha Lopes, disse em nota divulgada a imprensa, que “os 15% de reajuste cabem na folha de pagamento. O município de Limeira cresceu 16% e é possível conceder”. Ela também cobrou o fato de o Executivo não oferecer vale alimentação para todos os servidores. Além disso, Nicinha disse que é estranho o fato da Prefeitura exigir a presença de todo funcionalismo nos postos de trabalho. “Eles pedem a manutenção de 100% dos servidores municipais em uma paralisação, mas não cumprem isso, por que não tem trabalhador suficiente, não tem contratação e quando tem é para temporários. Se é guerra que eles querem, é guerra que eles vão ter”, declarou.
Os servidores também estiveram na Câmara Municipal durante a sessão ordinária e pediram apoio dos vereadores na negociação com a Prefeitura.