Nosso companheiro José Antonio Encinas detalhou, no programa de ontem, a aprovação de um novo financiamento contraído pela prefeitura de Limeira. A Câmara Municipal autorizou este crédito de aproximadamente R$ 130 milhões para a realização de várias obras, entre elas, uma espécie de “duplicação” do trecho final da Avenida Campinas. Honestamente, não consegui imaginar que tipo de “prolongamento” pode ser melhor que uma simples adequação de mãos naquele trecho, e mais uma vez a mobilidade urbana da cidade estará no centro das atenções.

Como de costume, os setores responsáveis continuam tomando medidas sem dar satisfação a ninguém, como uma delas, da qual fui “vítima” na semana passada. Procurando chegar a um restaurante na Avenida Fabrício Vampré, e tendo como motorista minha mulher, vi que ela fez um caminho absolutamente inusitado. Claro, perguntei o que estava havendo, quando recebi sua resposta: “veja como está a avenida, não tem como retornar, mais”. Ela estava certa. Praticamente todos os cruzamentos nas proximidades da igreja Santa Rita de Cássia receberam aqueles tijolões de concreto, em amarelo, impedindo qualquer conversão. Ou seja, quem está no sentido bairro-centro, para entrar em qualquer rua do Jardim Piratininga, a sua esquerda, tem que buscar a rotatória do trevo conhecido como “Três Avenidas”, o qual já recebe intenso fluxo de veículos que vem da Avenida Maria Buzollin. Desta forma, o condutor faz o balão e volta para Vampré.

Fechar avenidas, por sinal, é uma especialidade do setor de mobilidade. Faz algum tempo, isso aconteceu com toda a intensidade na Avenida Laranjeiras, o que causou desalento daqueles que, igualmente, são obrigados a prolongar seu roteiro em busca de retorno. Porém, ainda que na Vampré exista uma situação parecida, por que essa medida foi adotada? Nunca sabemos. Será que triplicaram os acidentes nos últimos meses? E a conversão perigosa foi a causa deles? Porque, então, eles não foram até o fim, deixando algumas lacunas em situação de privilégio? E, também, por que não aproveitaram para fazer uma varredura nas dezenas de estacionamentos irregulares em toda a extensão?

O problema da mobilidade em Limeira é tão sério que qualquer “novidade” imposta em um setor, causa reflexos imediatos em outro. Recentemente, uma obra realizada na rotatória da igreja do Evangelho Quadrangular “parou geral”, como dizem os jovens. Hoje, há momentos de congestionamento até ao lado do Tiro de Guerra, em frente à sede social do Nosso Clube! É inacreditável. Sem contar no que acontece com nas imediações da HapVida e no antigo “Postão”. Onde quero chegar? Uma obra não vai resolver a rotatória da Avenida Campinas, como em qualquer ponto da cidade. Enquanto as ações não incluírem bom-senso, usos e costumes, continuaremos reféns da piora permanente.