O Brasil volta a campo neste início de semana sem o seu principal jogador, Neymar Jr., e este fato, vejam só, foi festejado por petistas e apoiadores do presidente eleito Lula. O motivo, obviamente, foi o declarado apoio que o jogador do PSG concedeu ao presidente Jair Bolsonaro durante a campanha. Existem várias leituras que se pode fazer sobre fato, a primeira diz respeito à intolerância. Durante a campanha, como se deve fazer de ambos os lados, explorar defeitos do oponente é um expediente comum e normal. E, um dos discursos sobre o comportamento de Bolsonaro atingia a sua falta de empatia em torno de diferentes questões, para se dizer o mínimo. Isso incluía, naturalmente, sua relação com aqueles que lhes eram caros. Portanto, os petistas fazem o mesmo agora, porque o apoio a uma candidatura é apenas isso, uma declaração de voto. O que esse pessoal comemora, portanto, é a contusão de um dos craques do time, o que pode enfraquecer a nossa seleção e consequentemente diminuir as chances na busca do sexto caneco. O segundo ponto está atrelado a este primeiro. Bolsonaro, indiscutivelmente, e até por sua formação militar, colocou na mesa a questão do patriotismo. Trataremos sobre este ponto em comentário específico, mas queiram ou não, gostem ou reprovem, o fato é os brasileiros, depois de décadas de acomodação, pela primeira vez demonstram orgulho em ostentar o verde e amarelo. A defesa dos valores nacionais, por exemplo, sempre foi colocada sob o tapete durante os debates e mesmo nas ruas, porque até um tempo atrás, essa valorização era feita apenas pelos estrangeiros, que calçavam sandálias hawaianas com esta coloração ou, quando frequentavam o novo litoral, voltam para os seus países com toalhas ou cangas com estampas da nossa bandeira. Bolsonaro conseguiu promover esta valorização, como dissemos, admita-se ou não. O último ponto é o mais claro de todos. Somente quem acredita em saci-pererê caiu no conto ao “amor” que tanto pregava Lula. Todos os seus discursos foram rancorosos, recheados de ódio e mágoa, exatamente o que demonstraram aqueles que se alegraram com a contusão de Neymar. Escrevemos na semana passada: vamos saber, durante a Copa, se é possível que pessoas deixem de torcer nosso país por conta da política, e parece que isso está se tornando claro. Até o nosso “pombo”, Richarlison, tem a vida devassada como se representasse algo além do seu futebol, uma bobagem e uma chatice. Essa torcida contra não terá qualquer influência sobre a nossa equipe, mas demonstra desde já, porque o Brasil seguirá dividido, dentro e fora de campo.
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