Seguem, nos portais noticiosos, as repercussões do primeiro debate presidencial ocorrido no último domingo, e duas primeiras “baixas” atingiram os líderes das pesquisas. Pela manhã, ainda ontem, o não comparecimento do presidente Jair Bolsonaro a uma sabatina marcada pela TV Joven Pan, um conglomerado, aliás, mais alinhado com seu nome, foi justificado como “uma pausa para avaliação”. No final da tarde, algo semelhante foi noticiado a respeito de Lula da Silva; assim como o staff presidencial, que pediu um “tempo”, o dele enxergou riscos na repetição dos escândalos de corrupção se contrapondo a explicações evasivas, como avaliado no domingo. Duas questões diferentes na essência, mas semelhantes na forma e aqui leia-se “explicar o inexplicável”.
No caso de Bolsonaro, a condução da pandemia; de Lula, convencer sua inocência ainda não julgada. Os fenômenos chamam a atenção por inúmeros aspectos, a começar pela relevância dos comportamentos em análise. No caso do ex-presidente, no mínimo quatro entre dez eleitores estão mais interessados em melhores salários – ou empregos – a ponto de não se importarem a que preço terão isso de volta, por exemplo, com o retorno da corrupção sistêmica. Avaliação simplista de Bolsonaro indica que, do seu lado, cerca de três entre 10 também minimizam suas dúvidas em torno das vacinas, e seu comportamento desde que começaram a ser aplicadas.
É claro que existem outros pontos fracos nestas lideranças, mas esta exposição, para ambos, se dificilmente mudará a posição dos já convertidos, ao contrário, pode interferir no encaminhamento de votos dos indecisos. Portanto, as duas decisões, de restringir suas participações em debates, se um lado os preserva, os aproxima apenas daqueles que já possuam definições. E assim, com a possibilidade cada vez mais real de um segundo turno, a estratégia sugere deixar tudo para esta “nova eleição”. Quando, finalmente, as urnas apresentarem seus números e possibilidades de eleição mais concretas. De qualquer modo, resta uma dúvida até certo ponto curiosa em relação aos efeitos dos debates. Vários analistas observaram que, depois de domingo, nem Bolsonaro, nem Lula, perderam eleitores com suas performances, mas também não ganharam.
Dá pra entender? Então os coordenadores de campanha devem estar certos, mesmo. Para que debater, or