Diariamente os portais noticiosos apresentam um variado leque de informações, desde importantes para o nosso dia a dia até algumas, digamos, curiosas ou divertidas. Embora de atenção passageira, estas últimas não deixam de despertar interesse.
Ao contrário, algumas chegam a ficar várias horas entre as mais vistas, são “clicadas” com frequência, como a foto de uma modelo que exibia algo no mínimo incomum, o “naked dress” — “vestido nu”, em tradução literal. De acordo com a Lyst Index, plataforma de pesquisa no mercado da moda, a roupa é a mais “quente do momento”, ou seja, a mais pesquisada entre o público feminino, e não é para todas: uma peça pode valer 3 mil Reais. Observando a fotografia, de fato, a “invenção” impacta porque, sem dúvida, a modelo que exibe esta peça parece estar nua, literalmente, não apenas mostrando as formas de seu corpo como suas partes íntimas. Esta tendência, segundo se informa, atende “a interesse de artistas e blogueiras” que abusam de suas extravagâncias por seus minutinhos de fama e milhares de “joinhas”. Uma delas, por sinal, me intriga.
Uma garota que ficou conhecida muitos anos atrás porque foi impedida de entrar no colégio porque vestia uma saia demasiadamente curta. Ela ficou um mês, talvez dois, em exposição permanente pelo ocorrido, e desde então se dedica a uma atividade “complexa”: se exibir. Volta e meia ela ainda é destacada em páginas de celebridades – de terceiro escalão, diga-se de passagem – porque “ousou” ao mostrar sua nova lingerie. Outras, mais famosas e endinheiradas, adoram cruzar as pernas diante de seus poderosos carrões e algumas mais veteranas e carentes financeiramente, não escondem que participam do “OnlyFans”, uma plataforma cuja assinatura varia entre 25 e 250 Reais para exibir conteúdos sensuais.
Bem, onde há procura, há oferta, e quanto a gostos isso é muito pessoal, pois a internet definitivamente democratizou formas e tendências, segmentando interesses e descentralizado o antigo papel da imprensa na avaliação de conteúdo. Mas, se existe um segmento feminino que prefere “causar”, chama atenção a participação criminosa de algumas beldades com o mesmo desejo. No início da semana, a filha que extorquia a própria mãe para amealhar dela uma fortuna de 700 milhões de Reais. Depois, a prisão da mulher do traficante Marcola em mais uma investida da polícia.
E agora, de Marlene de Jesus Araújo, de 47 anos, apontada como a chefe de uma organização criminosa familiar que montou um esquema de garimpo ilegal na Terra Indígena Sararé, em Mato Grosso. Ela se proclamava “Rainha do Sararé”. Em comum, dinheiro fácil, muito dinheiro. Nestes casos, é a vida imitando a arte. Infelizmente.