A Secretaria de Saúde de Limeira recebeu, na tarde desta terça-feira (9), resultado do exame do Instituto Adolfo Lutz que confirma um caso de varíola dos macacos (Monkeypox – MPX) em uma pessoa do sexo masculino – o caso havia sido notificado como suspeito na última quinta-feira (4). A pessoa está bem, foi orientada por médico, está em isolamento domiciliar e sendo monitorada pela pasta.
Também foram registrados nesta terça-feira dois outros casos suspeitos da doença – ambos de pessoas do sexo masculino – elas estão bem, foram orientadas e estão em isolamento domiciliar, sendo acompanhadas pela Secretaria de Saúde. Os exames foram coletados e encaminhados ao Instituto Adolfo Lutz.
Por determinação do prefeito Mario Botion, a Secretaria de Saúde mantém o alerta ao surgimento de novos casos e reforça que, tanto a rede pública quanto a privada, seguem orientadas e preparadas para atender casos da doença no município.

A DOENÇA
A Monkeypox é uma doença zoonótica viral. Apesar do nome, o atual surto da doença não tem participação dos macacos na transmissão para seres humanos. Os contágios identificados até o momento foram atribuídos à contaminação entre pessoas – o que pode ocorrer, principalmente, por contato próximo/íntimo com lesões de pele de indivíduos infectados, como abraço, beijo, massagem, relações sexuais ou secreções respiratórias.
De acordo com o alerta epidemiológico da Secretaria Estadual da Saúde, a transmissão do vírus via gotículas respiratórias usualmente requer contato mais próximo entre o paciente infectado e outras pessoas, o que torna trabalhadores da saúde e membros da família as pessoas com maior risco de serem infectadas. O período de incubação da Monkeypox pode variar de 5 a 21 dias de intervalo.
Após a infecção, a pessoa com MPX comumente inicia os sintomas com febre, mialgia (dor muscular), fadiga, cefaleia (dor de cabeça), astenia (sensação de fraqueza), dor nas costas e linfadenopatia. Entre 1 e 3 dias depois, o indivíduo pode apresentar erupções no local da infecção primária, que se espalham para outras partes do corpo. “Em 60% dos casos, há lesões genitais urológicas, ginecológicas e infectológicas”, pontua Ferrari.
Segundo a nota técnica da Secretaria Estadual da Saúde, quando a crosta que se forma desaparece, a pessoa deixa de infectar outras pessoas, o que ocorre, em geral, de 2 a 4 semanas. Todos os protocolos de suspeição e confirmação de casos foram detalhados no alerta epidemiológico e repassados às unidades de saúde – públicas e privadas – do município.

ORIENTAÇÕES
Alexandre Ferrari orienta que as pessoas que apresentarem sintomas como lesões na pele (em qualquer parte do corpo, incluindo a região genital) e sentirem febre devem procurar uma unidade de saúde – pública ou privada – para receber as orientações necessárias. O mesmo vale para quem tiver contato recente com pessoas suspeitas ou confirmadas da doença, ou ainda, com histórico de viagem a países endêmicos com casos confirmados de MPX nos 21 dias anteriores ao início dos sintomas.
De acordo com ele, a confirmação para a varíola dos macacos acontece por meio de resultado/laudo de exame laboratorial. A referência do município para envio de amostras de casos suspeitos é o Instituto Adolfo Lutz.