Finalmente, depois de idas e vindas e um atraso estimado de quase três meses, a “pracinha” da Maria Buzzolin amanheceu diferente neste início de semana. Domingo foi, definitivamente, o último dia de atividades dos tradicionais trailers que ali permaneceram por anos, repletos de histórias com uma que ouvi na semana passada, de uma contadora. Do nada, ela começou a se lembrar das vezes em que era levada até lá por seus pais nos finais de semana, e que fazia o mesmo com seu filho sempre que era possível. Lamentou a saída dos carros de lanches, entretanto, ponderou que a reforma poderia tornar o ambiente mais atrativo, moderno e de seguro. Como já comentamos este assunto várias vezes, atenho-me hoje apenas em um único aspecto que a mim justifica tal reforma: a segurança dos pedestres. Recentemente, nosso companheiro Ronei Costa Martins Silva, arquiteto e urbanista, encerrou qualquer dúvida a este respeito ao dizer que, não devemos nos esquecer, em todo o planejamento urbano às pessoas estão à frente de qualquer outra prioridade. Ou seja, se de fato, os pedestres poderão cruzar a pracinha com mais segurança daqui para a frente, isso será um feito porque, passando por este local duas ou quatro vezes por dia, é difícil não identificar alguém que não apareça do nada, mesmo em faixas pertinentes – em Limeira dificilmente alguém dá preferência aos pedestres como é comum em algumas cidades. Portanto, se ficou claro pelas ilustrações que contemplam a reforma que não haverá mais espaço para que carros ou trailers estacionem no entorno, e poucos fornecedores de lanhes permanecerão na praça, ela nunca mais será como foi um dia, e resta torcer para que dê certo. Inclusive pela sobrevivência comercial daqueles que já se encontram estacionados próximos no condomínio Mário Souza Queiroz, como estavam desde ontem.