O jornalista Felipe Voigt, há pouco menos de dois meses, se referiu ao atual secretário de Educação como “blindado” durante um Debate Farol. Vale lembrar que desde dezembro, quando se noticiou a transferência de mais de cinco milhões de Reais desta pasta ao setor de transportes, aumentaram os questionamentos sobre o gerenciamento deste orçamento, uma vez que, na mesma ocasião, várias imagens feitas por pais de aluno denunciavam o que agora está evidente: não há avanços significativos em reformas e faz tempo. A matéria completa foi publicada neste final de semana, na edição da Tribuna de Limeira, assinada pelo mesmo jornalista, e foi ilustrada com um caso pitoresco: a demora de 15 anos para a construção de um muro em escola municipal. Segundo resposta da própria prefeitura a um requerimento feito por vereadores, dos 147 processos administrativos abertos na pasta da Educação, 135 foram feitos após o ano de 2017, ou seja, início do mandato de Mário Botion. Bem, no final do ano, em relação à “sobra” de recursos, não houve exatamente boa gestão; ao contrário. Com este número de processos parados aguardando providências, se percebe exatamente uma gestão em sentido oposto, ou seja, os recursos estavam disponíveis, faltou destiná-los. Também é bom lembrar que somente movimentações sindicais retiram o secretário de sua zona de conforto, a ponto dele se deslocar para a Câmara Municipal prestar esclarecimentos. A prefeitura, para minimizar a polêmica, “arrumou” orçamento adicional para destinar aos professores, mas uma coisa é certa: não há cobertor curto aqui. Faltam reformas e, antes disso, um planejamento factível para a execução das mesmas, mesmo que lideradas pela secretaria de Obras, o que seria melhor. Uma vez que a mudança de gestor é algo impensável, que se mudem de mãos, os projetos.