O tema é recorrente, mas é preciso voltar sempre à discussão, uma vez que está sendo cada vez mais deixado de lado. Estou falando das campanhas de vacinação – hoje estamos com a do sarampo, recentemente iniciada e a da gripo, que começou em abril – e os resultados ainda são insipientes. E o que mais assusta é a baixa procura das gestantes, que em Limeira está em 5,7% do grupo. E isso não é só em Limeira, muitos municípios. E basta ouvir os programas jornalísticos nas emissoras de rádio da região para se perceber essa realidade. Há, cada vez mais, uma diminuição nas pessoas que procuram a imunização e, infelizmente, isso é muito ruim.
Muitos por opção, mesmo, levados pelo crescimento dos grupos anti-vacinas, e outros por desconhecimento. Desde 2016 não há campanhas em massa do Ministério da Saúde sobre o tema. Enquanto as campanhas circulavam, a cobertura vacinal era excelente e o Brasil ganhava certificado de erradicação de várias doenças, em especial contra o sarampo, que voltou. Limeira está há dois anos sem casos de sarampo. Mas a campanha ainda está no início.
Quanto a gripe, é bom lembrar que a vacina é produzida a partir do vírus inativado e, portanto, não provocam a doença. E as gestantes devem ter em mente que são dois seres a serem protegidos. Elas próprias e os filhos que carregam no útero. E, principalmente, que a gripe também mata.
O que mais é preciso explicar para que esses índices melhorem?