Durante a próxima semana, a janela eleitoral que permite aos jovens a obtenção do título será fechada. Vale lembrar que nos últimos meses, o Tribunal Superior Eleitoral, ao lado de petistas e membros da classe artística contrários ao presidente Jair Bolsonaro se movimentaram intensamente para incentivar o aumento do número de habilitados. Segundo o TSE, como registramos recentemente, as campanhas atingiram seus objetivos, chegando ao pico de mais de 400 mil pedidos em um único mês. Em Limeira, o número de jovens habilitados para votar não é nada desprezível, o que tende a explicar porque alguns candidatos nesta mesma faixa etária, ou um pouco mais velhos, digamos assim, tenham angariado bons números no último pleito. Mas, a pergunta que não quer calar continua: a quem interessa este eleitor? Recentemente, este tema fora proposto em nosso Debate Farol, e as únicas pistas que encontramos, uma vez que o consenso não existiu, indicaram a tendência de um “voto de protesto”, favorecendo os partidos de oposição. Há uma certa lógica se considerarmos o empenho de petistas e ministros do TSE, e examinemos as razões mais concretas. Quem possui hoje entre 16 e 18 anos de idade não foi necessariamente beneficiado pelos governos Lula e Dilma, tampouco acompanhou o Mensalão do PT e os escândalos da Petrobrás, para nos concentrarmos nos mais recentes. Tampouco conseguiu compreender, tendo à época 10 ou 12 anos, o que investigava a Java Jato. Para esta galerinha, entretanto, alguns fatos mais recentes podem chamar a atenção, entre os quais alguns exageros e meias-verdades. Uma delas, que o ex-presidente foi inocentado, e mais: injustiçado. Perseguido. Para quem gosta de heróis no cinema, um prato cheio. Contra Bolsonaro, ao contrário, existem pontos negativos, como a errática condução da pandemia e consequentes pechas de genocida e simulares. De quebra, suas derrapadas nas políticas ambiental e cultural. Mesmo diante de tudo isso, não me convenço facilmente, porque por mais que a contestação possa ser uma característica nesta faixa de idade, o chamado “papo-cabeça” também rola, para usar uma expressão mais adequada. E um outro detalhe. Esse pessoal nasceu no ambiente digital, e não largam o celular por nada. E neste lugar, por sinal eleito por ele, navega o presidente, além de seus filhos e apoiadores. Eles se especializaram nesta comunicação rasteira, rápida e impactante, um problema que inclusive pautou discurso recente da presidente do PT, Gleise Hoffman. Pode ser um tanto estranho este raciocínio, mas tem lógica e atrair a juventude às urnas significa inseri-los no ambiente “digital eleitoral” com este fim. Seria, o que diziam os antigos, um tiro no próprio pé para quem desejou outra situação.
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