Mais de mil servidores municipais estiveram na frente da Prefeitura na manhã de hoje (dia 14), protestando contra o parcelamento do reajuste salarial oferecido pelo Executivo. Depois de nova negociação en5tre secretários e dirigentes do Sindsel, os servidores recusaram a proposta da Prefeitura, que oferece 21%, parcelados em março e maio, e eleva vale alimentação para R$ 500,00
Os servidores vão se reunir novamente às 17h em frente a Câmara, onde vão usar a Tribuna Livre e solicitar apoio dos vereadores. Logo em seguida, haverá uma nova assembleia para definir os rumos da paralisação.
A proposta da Prefeitura é de aumento de 21% nos vencimentos dos funcionários, parcelados em 10% a partir de 1º de março e outros 10% em 1º de maio. No acumulado, o reajuste chegaria a 21%. A novidade é que houve proposta de se elevar o valor do vale alimentação para R$ 500,00 – o que representa um aumento de 42,85% nesse benefício.
A Prefeitura manteve ainda as duas metas fixadas e apresentadas na discussão da Mesa de Negociações. Uma delas é cumprir a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que veta a continuidade do pagamento de vale alimentação para funcionários aposentados. A concessão do benefício aos inativos vem sendo contestada anualmente por meio de apontamentos do Tribunal de Contas do Estado (TCE).
A outra meta é que a Prefeitura terá que começar a colocar em prática o aumento da alíquota de contribuição dos funcionários com o Instituto de Previdência Municipal de Limeira (IPML), que vai saltar de 11% para 14%, conforme foi definido com a Reforma da Previdência, em novembro de 2019. A medida é constitucional.
Os servidores e o Sindsel são contrários ao corte no vale alimentação dos aposentados e ao aumento na alíquota do IPML.

