Conquistamos algumas vantagens com o passar dos anos. Não muitas, é verdade, porém o ofício de informar torna seus profissionais receptores da história e, desta forma, fornece um compêndio de raro valor. Porque fazer uma pesquisa na internet só é possível quando sabemos o que procurar e, melhor ainda, quando conhecemos vários ângulos de um mesmo assunto. Entretanto, democratizar o conhecimento é uma forma de melhorar a própria construção da história, porque impõe o esgotamento de meias-verdades, e, fundamentalmente, a linha que divide a opinião da informação.

Nestes tempos nos quais crianças nascem com celulares nas mãos enquanto seus pais buscam aplicativos para educá-las, insistir no conhecimento produzido por experiências e sobreposição de ideias não apenas resiste como se torna, com o passar deste mesmo tempo veloz, fundamental para que etapas não sejam queimadas. Importante, enfim, para que não se percam os ensinamentos produzidos pela repetição, não apenas daquilo que lemos, vemos e ouvimos, mas da conexão da realidade com o passado. Afinal, somos frutos de erros e acertos, especialmente das decisões emanadas por entidades constituídas para conduzirem o bem-estar social.

Há pouco mais de um ano, diante de uma eleição sob a qual pesava um risco iminente de contaminação política através de uma mídia convencional, nascia uma preocupação: Limeira merece ficar refém disso? Manobras de bastidores, incluindo investigações públicas, foram capazes de frear as ambições de autores intelectuais bastante conhecidos pela Justiça, e os limeirenses puderam escolher, livremente, seus representantes, porque assim requer a democracia.

Este pano de fundo subsidiou, então, o projeto Farol, definitivamente para jogar luz no obscurantismo que estivemos prestes a conhecer. Depois de um critério rigoroso sob o qual experiência talento determinaram escolhas, formamos o nosso primeiro time de observadores que exatamente hoje pode se alegrar deste feito. Meses se passaram, plataformas de comunicação foram alteradas e novos quadros e programas foram inseridos, tudo alinhado e construído em premissas sob as quais a liberdade de pensamento predomina.

O Farol cresce descontaminado de ambições pessoais, de vaidades tão comuns em tempos nos quais as pessoas são medidas por quem as seguem, e não pela qualidade de suas manifestações. No Farol, cada membro tem a mesma medida, importância e longitude intelectual, porque somente assim foi possível a construção de um staff tão eclético, dinâmico e, o melhor de tudo, de imensa credibilidade! Vida longa ao Farol, vida próspera ao conhecimento e à opinião!