Pronto atendimentos lotados. Com fila de espera na porta e até fora, crianças deitadas no chão e assim vai. Essa foi a cena que presenciei na segunda-feira, à noite, ao passar por um PA de hospital de Plano de Saúde em Limeira. Além disso, o SUS e outros convênios médicos também estão na capacidade além da máxima. Um médico plantonista de um dos hospitais de Limeira, chegou a atender 52 pessoas com sintomas gripais e/ou Covid, em uma madrugada. Número que segundo ele não passa de meia dúzia em tempos normais. Principalmente em se tratando da madrugada. E aí é que entra a reflexão: em vez de lotar os PAs, a população não deveria procurar primeiro o atendimento básico nas UBSs, nos postos de saúde de bairros, em vez de ir direto aos hospitais e superlotar esses locais? Principalmente em tempos de pandemia? Por que isso acontece? Talvez a resposta seja mais simples que possa parecer, isto é, o atendimento oferecido pode não ser de qualidade e a maioria deles têm horário comercial de funcionamento, com poucas unidades 24h. Não está na hora de rever essa política de saúde, com atendimento primário de qualidade para que as pessoas não precisem procurar os hospitais e seus plantões? Com certeza a história seria outra. Bem outra. Vamos pensar nisso então.