27/12/2021
Até a véspera do Natal contabilizava-se o cancelamento de 2 mil voos somente nos Estados Unidos. Até ontem, no entanto, em todo o mundo, chegam a sete mil as suspensões de decolagens e o problema não é apenas a preocupação com a pandemia. Agora, faltam comandantes e comissários de voo que testaram positivo para a Covid-19, incluídos em um novo mapa da variante. A Europa, novamente, está no epicentro desta nova crise sanitária, contabilizando um aumento de quase 60% em apenas sete dias.
O número de novos contaminados quebrou a barreira dos três milhões enquanto nos Estados Unidos e Canadá estas cifras chegaram a 1,5 milhão. Somente na França, na véspera do Natal, 100 mil nossos casos foram notificados e os sinais de alertam que já estavam claros há duas semanas, seguirão pressionando os líderes mundiais nesta virada de ano. Pois é inconcebível, diante deste cenário, que haja incentivo às comemorações públicas no réveillon, mesmo que até agora a relação entre o número de infectados e internações demonstrem que a variante Ômicron seja menos agressiva que sua antecessora mais preocupante, a Delta.
No Brasil, até agora, muitos governadores e prefeitos decidiram cancelar eventos desta natureza, ainda que alguns, como o prefeito carioca Eduardo Paes, farão uma espécie de me engana que eu gosto. Outras curiosidades sombrias dizem respeito ao número de crianças infectadas, aquelas ainda foram atingidas pela cobertura vacinal, e uma em particular: na China, país de origem da pandemia, na cidade de Xi’an, cerca de 13 milhões de habitantes seguem confinados para aquilo que chamaram de desinfecção total. A considerar o número de congestionamentos reportados em nossas estradas nos últimos dias, que tendem a aumentar a partir desta quinta-feira, só por um milagre, ou algo do gênero, este efeito “orlof” deixe de ocorrer. Temo que somente a fé não seja suficiente para evitar mais internações nas próximas semanas.