A máxima do império romano para conter os ímpetos daqueles que, às vezes, demonstravam descontentamento com a nobreza militar da época. Discursos espetaculares e retumbantes, ecoando pelas dependências da Câmara… Tudo por que tinha plateia. Professores se manifestando contra as aberrações aprovadas pelos vereadores situacionistas e descontentes com o bônus “cala-boca” dado pelo prefeito Mario Botion, justamente aprovado em regime de urgência, no dia em que lá estavam eles, os professores, se manifestando. Não agradou e não calou a boca de ninguém. Deixaram, sim, os vereadores da base governistas com cara de tacho. Se é que tacho tem cara. Já os vereadores oposicionistas aproveitaram e deram o pão e proporcionaram o circo necessário para irritar ainda mais a base oficial. Não sou contra discursos incandescentes. Exaltados e gritados. Porém acompanhei boa parte – 90% – das sessões online, durante os momentos difíceis da pandemia e as sessões sem público. Monótonas e rápidas. Agora, com plateia, dá-se o pão e se arma o circo. Nem tanto ao céu e nem tanto ao inferno. O purgatório resolve.