O PSDB está esfacelado. Sem lideranças de peso e nas mãos de alguns oportunistas, o partido está reduzido ao pó de suas prévias para a escolha do candidato a Presidência da República. Não é por mera questão de esgotamento ideológico de seus partidários e muito menos por falta de estrutura. Mas pela falta de um discurso. Discurso que acabou com o impeachment de Dilma Rousseff e não foi retomado como deveria ter sido na gestão Bolsonaro. Os intelectuais tucano não conseguiram unir forças para tratar o atual presidente como trataram Dilma, que foi, sim, vitima de um golpe muito bem orquestrado. Um golpe institucional, pois as pedaladas da petista nem de longe chegam próximo às aceleradas de Jair Bolsonaro. Tanto que Aécio Neves, o artífice do impedimento, deve apoiar o atual presidente. Foi Aécio, aliás, quem deu início à derrocada tucana, lá em 27 de outubro de 2014, quando pôs a eleição em xeque, pediu a recontagem dos votos e, na sequência, reconheceu que a vitória foi dentro dos parâmetros legais e constitucionais. A 3ª via, se houver, não passa pelo PSDB. O muro é o limite tucano. Olha para à esquerda e para a direita, mas prefere o muito pelo contrário.Opinião e análise de Antônio Cláudio Bontorim