A história conta a história. Mas as contradições mudam a história. E percebam que interessante. Quando a presidente Dilma Rousseff (PT) sobreu o impeachment, ele foi alardeado amplamente pelas “pedaladas fiscais” do seu governo e teve no PSDB o seu grande algoz. Pela transparência, pela integridade de política e capitaneados então pelo senador Aécio Neves, que havia sido derrotado pela própria Dilma em 2014, começaram a cobrar os abusos econômicos do governo petista. Lançaram mão de uma ampla campanha pelo impeachment, que se concretizou em 2016, na metade de seu segundo mandato. Agora, para um pasmo geral, 20 dos 32 deputados do PSDB votaram pela PEC dos Precatórios, a maior pedalada fiscal de todos os tempos. Uma acelerada de motociata de Jair Bolsonaro (sem partido). E o pasmo é maior ainda, quando Aécio Neves, o capitão do impeachment, vota favorável à acelerada do governo, para dar o calote nos precatórios obrigatórios que já é dívida consumada. Desfaz-se, assim, a aura da integridade tucana. Crime por crime, o PT foi tirado do poder. É o que importa, não é mesmo?
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