Ou pensa que enxerga, como uma miragem no deserto, que não suporta a realidade, assim que é tocada e desaparece nas areias do tempo.
Assim podemos definir, na manhã desta terça-feira, 21, o discurso do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), na abertura da Assembleia Geral da ONU, como compete, todos os anos, a um presidente brasileiro. A pandemia impediu, no ano passado, que fosse ao vivo. Foi virtual.
Mas neste ano voltou a ser realizado no prédio sede das Nações Unidas, em Nova Iorque.
Entre as muitas inverdades ditas por ele, para não utilizar de seu sinônimo, Bolsonaro foi explícito em afirmar que o Brasil tem a maior matriz energética do mundo, no momento em que pagamos uma energia elétrica caríssima e estamos à beira de mais um apagão. Chegando lá, com certeza!
Bolsonaro também deu o toque negacionista ao tratar do tratamento precoce para a Covid, tendo ele como exemplo, num momento em que ninguém mais fala nisso e apenas na vacinação, que estão alcançando os resultados esperados.
Afirmou que o que a mídia mundial mostra não o Brasil de hoje, que ele conseguiu recuperar e à sua credibilidade internacional, desde que assumiu em 2019. Ao tratar sobre o meio ambiente e a questão indígena, voltou a mentir sobre os temas, dizendo que nunca o país preservou tanto. Então, o que vemos diariamente pela TV e outros meios de comunicação não está acontecendo aqui. É realidade virtual, causada por ilusão de ótica.
Pelo discurso de Bolsonaro na ONU, o Brasil não tem problemas econômicos, não tem crise sanitária, e os custos dos alimentos é culpa dos governadores e prefeitos, que optaram pelo lockdown, que nunca existiu no Brasil.
O que interesse à comunidade internacional as suas rusgas com seus desafetos? Sem, no entanto, dizer que ele nada fez para controlar a doença e, longe disso, provocou aglomerações, não usou máscaras quando devia e apostou na imunidade de rebanho, quando todos se contaminariam e a doença passaria.
Afirmou que o Brasil é contra o passaporte da vacinação. O mesmo que o obrigou a comer pizza na Rua na Big Apple e precisar de um cercadinho para comer picanha bem passada numa churrascaria, no Dia das Tradições Gaúchas.
Enfim. É preciso ler o seu discurso na íntegra, que está à disposição em vários sites de notícias ou então ouvi-lo. Também à disposição em várias plataformas.
Enfim, a vergonha alheia é nossa. Mas a mentira, não!