NO DIA seguinte da vitória italiana na Eurocopa, meu filho fez uma pergunta bem simples: você acredita que o futebol brasileiro está tão distante do europeu?
NÃO DEMOREI muito para responder: se “distante” possa ser entendido como “atrasado”, sim.
O ATRASO, e isso se aplica à seleção brasileira, está na falta de repertório coletivo. Pelo fato de possuir, sempre, jogadores que desequilibram individualmente, a disciplina tática sempre esteve na prateleira inferior no Brasil.
FAZ DÉCADAS, assistimos a um vídeo-tape: o selecionado troca passes insistentemente, demora para chegar ao ataque e só o faz quando ocorre uma possibilidade de infiltração, servindo alguém que possa resolver.
OS EUROPEUS também trocam passes, porém, frequentemente alimentam seus atacantes com lançamentos de 40 metros, sempre na diagonal. É simples compreender: na linha média ofensiva é mais fácil encontrar um espaço vazio.
MESMO COM Pelé em campo, a seleção de 1970 fez muitos gols depois que Gerson, o Canhotinha de Ouro, mandava seus lançamentos para Jairzinho. Imagina alguém que pudesse resolver o jogo sozinho acima do Rei? Mesmo assim, jogavam coletivamente.
PORTANTO, times que se obrigam a construir ataques passando pelos pés de alguém, como acontece com o Brasil e sua dependência ao Neymar, ficam reféns de lampejos. Ou, como qualquer outra equipe, dos escanteios.
A INGLATERRA apostou que suas linhas de quatro seriam impenetráveis e abdicou de atacar, principalmente na segunda etapa. A Itália, ao contrário, usou todo o seu repertório para chegar ao empate, além de uma disposição impressionante. A “distância” para o Brasil está justamente aí.
PERDER para jovem seleção argentina não é anormal. Não é normal aceitar a inferioridade sem trocar a marcha. Todos jogam fechadinhos contra o Brasil, marcam bem o Neymar, e este fato impõe alternativas, até agora pouco treinadas pelo professor Tite.
DENTRO de uma semana serão abertos os Jogos Olímpicos da pandemia. O prejuízo financeiro seria incalculável se não ocorrerem este ano e, mesmo diante da impopularidade conquistada no Japão, seguirão de uma forma diferente.
MEDALHAS, por exemplo, não serão mais colocadas nos campeões, e sim deixadas em bandejas, junto com os buquês, para serem retiradas.
NÚMERO de contaminados sobe a cada dia, inclusive no hotel em que se hospedam integrantes da delegação brasileira. Entre ela, inclusive, existe a ala ideológica: nosso comitê olímpico admitiu que 10% dos atletas disseram “não” às vacinas.
ATLETAS de ponta, como alguns nadadores dos Estados Unidos, também se colocaram contrários à vacinação. Vale lembrar que os registros de Covid-19, no Japão, crescem diariamente.
A FORÇA política do Flamengo não tem limites. Ao confirmar a presença de público na partida entre o rubro-negro e o Defensa Y Justicia no Mané Garrincha, no meio da próxima semana, a Conmebol apenas confirmou este fato. Mesma entidade que aceitou os testes fajutos de PCR no Maracanã, no jogo entre Brasil e Argentina. Boa semana, amigos!
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