O Sindsel (Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Limeira) conseguiu nesta quinta-feira (16) a suspensão da liminar que impedia a greve no município. Segundo o sindicato, o Departamento Jurídico, conseguiu suspender essa liminar, solicitada pela Prefeitura, que obrigava o retorno de 100% dos trabalhadores aos postos de trabalho.

“Essa decisão judicial é vista com esperança não apenas pela luta dos servidores de Limeira, bem como para todas as esferas de servidores, visto que violar o direito de greve é abrir um precedente nefasto para a classe trabalhadora. Enfim, continuaremos tratando o uso do dispositivo de greve com toda responsabilidade. Jamais vamos banalizar” diz Nicinha Lopes, presidente da Fetam-SP e do Sindsel.

O Sindsel já protocolou nova proposta ao Executivo retirada em assembleia na noite de quarta-feira (15), e aguarda nova convocação para Mesa de Negociação Permanente. Uma nova assembleia com a categoria acontece nesta sexta-feira, às 18h, para definição de estratégias da Campanha Salarial.

Na última quarta-feira os servidores rejeitaram a proposta do Executivo de 7% e o mesmo índice no vale alimentação estendendo o direito para três pisos. Além dessas, também apresentaram uma proposta de reajuste salarial de 13,45% para cumprir o Piso Nacional do Magistério, valor abaixo do que foi anunciado nacionalmente.

Segundo o Sindsel, os servidores aprovaram nova contraproposta: manter 13,45% no quadro do magistério, reajuste salarial aos demais da categoria de 12% e vale alimentação de R$ 650,00 para todos servidores.

CÂMARA

O Sindsel realizou uma assembleia nesta quinta-feira (16) com os servidores da Câmara que votaram por unanimidade para que a proposta da Presidência da Casa fosse aceita. A proposta deve garantir reajuste salarial de 8% para todos os servidores, bem como 10% de reajuste tanto no auxílio-alimentação quanto no vale-refeição.
Esse acordo ainda prevê 2% de reajuste a partir de janeiro/2024 para recompor as perdas referentes ao desconto previdenciário do IMPL, o qual passou de 11% para 14% no ano de 2022. Os trabalhadores da Câmara também concordaram com essa proposta.
Outro ponto importante e também ratificado em acordo pelos servidores da Casa é que os trabalhadores que estão nas referências 19 (R$ 3.006,12) e 20 (R$ 3.017,37) passarão para referência 21 (R$ 3.484,92), resultando uma mudança salarial que contemplará cerca de 20 profissionais da Casa.
O Sindsel oficializará a Câmara através de ofício e aguarda a Mesa de Negociação para assinatura do Acordo Coletivo para que os objetivos propostos sejam cumpridos. “Ressaltamos que compreende aos trabalhadores em Assembleia decidirem as propostas que devem ser aceitas nas mesas de negociação, mas o sindicato entende que poderíamos ter avançado muito mais nessa Campanha Salarial, visto que a reserva feita no orçamento da Câmara foi de 11% e o dissídio proposto é inferior a esse valor, por isso insistiu que os 2% fossem pagos em dezembro/2023 para evitar choque com a luta de 2024, porém não teve êxito”, informa.