As duas semanas que antecedem o Natal são estressantes. Talvez por isso algumas pessoas confundam esta correria com o próprio Natal, impondo-lhe um clima pesado que absolutamente não lhe cabe. É que, na verdade, podem reparar: nestes dias, tem gente que acredita que tudo o que poderia ser feito ao longo do ano tem que ser concluído até o dia 24. Quem tem a segunda parcela do décimo-terceiro para pagar, pressiona seus devedores em busca de dinheiro. Para outro segmento, quem precisa protocolar algo na Justiça, também corre, porque as tradicionais férias forenses começam dia 20.
E para a maioria, que espera o dia 20 para ver depositado na conta a segunda parcela da outrora “gratificação de Natal”, o momento é pesquisar preços para a compra dos últimos presentes. De minha parte, cai nestas armadilhas algumas vezes e, honestamente, pretendo jamais me estressar com pedidos de última hora, pressões e todo o tipo de assédio, incluindo os insistentes pedidos de caixinhas para todo o tipo de prestador de serviço. As razões são simples. A primeira, porque não tenho culpa de problemas não resolvidos A segunda, porque quando fazemos isso, também incomodamos os outros e quase sempre os resultados não acontecem. Ao menos como deveriam. Natal, que para muitos é uma data como tantas outras, ou mais um feriado como os teremos tantos o ano que vem, na verdade enseja uma pequena pausa.
E aqui utilizo um simbolismo, de uma pessoa que evita viajar de avião. Observei algumas vezes que, faltando um bom tempo para a aterrisagem, o comandante desacelera como se desligasse os motores da aeronave. Uma vez fiquei muito apreensivo, mas depois percebi que, de fato, a velocidade é enorme e não há freios no céu. Isso explica a desaceleração tão antecipada. Então, faço o mesmo. Tudo tem seu tempo.
O que ficar para trás, paciência.
Experimente.