Como poderia acontecer, porque futebol é uma caixa de surpresas, a sexta-feira terminou amarga para a maioria dos brasileiros. Mais uma vez, lamentavelmente, deu tudo certo para o lado de lá, a começar pela cor de quem. O treinador, aquele que tem vergonha de cantar o hino e que deixou para fazer todas as bobagens do mundo em um único jogo é… admirador de Fidel. E Neymar, que poderia ter salvado a seleção, segue odiado e “secado” por esse pessoal, que não economizou memes para destruí-lo. Mas, o pior de tudo – porque da seleção não dependemos, mas do governo sim –, também aconteceu, na sexta-feira 9, que parecia 13: o presidente eleito anunciou Jaiminho, ou melhor, Fernando Haddad como novo ministro da Economia. Não dá para saber o que fizemos para merecer tanta desgraça de uma vez só, e como fiz questão de escrever este comentário imediatamente depois de conhecer tantas notícias ruins, vamos em partes. A repercussão da eliminação do Brasil nas redes sociais teve três frentes. A mais atuante e barulhenta, talvez não maior, foi dos bolchevistas. Quando não se referiam a Neymar, citavam a próxima terça-feira, como dia de trabalho “normal”. Pensando bem, para quem espera que o quilo de picanha baixe a partir de janeiro, trabalhar vale a pena. Para esse povo, o “ungido” será capaz de muitas coisas, como acabar com a guerra da Ucrânia tomando cerveja – quero ver qual será a sua decisão, que se aproxima, sobre a volta da cobrança dos impostos nos combustíveis – e algo mais importante: retirar, do dia para a noite, milhões de brasileiros que estão com seus nomes inscritos no Serasa – sem a ajuda do Ciro Gomes, por favor. Nas outras duas frentes, uma xingava Tite, com razão, e outros simplesmente brincaram com a situação. Porém, quanto a escolha do ex-prefeito de São Paulo, a decisão de Lula demonstra que, como aparenta, ele está senil. E, se ele pensa que esta escolha é para a promoção das chamadas “políticas econômicas sociais”, rapidamente o mercado dirá o quanto a decisão foi estúpida. Haddad, em primeira análise, não é chegado ao trabalho. Está desconectado com a realidade e seus conhecimentos meramente acadêmicos não possuem lastro, nem lhe conferirão, agora ou no futuro, credibilidade. Ele representa, em última análise, a intenção de seu chefe para explodir os cofres da nação a bem da execução de dois projetos: de poder e de riqueza pessoal. Ah, este ano ainda tem Papai Noel, com sua roupa tradicional. Que fase…