A Febraban, que independe das estatísticas da pandemia, anunciou na semana passada que manterá o tradicional feriado bancário no período de carnaval, ou seja, as agências fecham nesta sexta-feira e reabrem apenas ao meio-dia da Quarta-Feira de Cinzas. Essa posição é antiga na entidade, um dos raros momentos em que atende, sem complicar, os trabalhadores do setor bancário, que podem arrumar as malas e descansar. Entretanto, à exemplo do ano passado, haverá poucas opções, em todo o País, para os que desejam curtir marchinhas carnavalescas. São Paulo e Rio de Janeiro, por exemplo, anunciaram faz algum tempo que tanto os desfiles de escolas de samba como a passagem de blocos estariam suspensos, e mais recentemente, na última sexta-feira, a prefeitura de Salvador observou que não haverá ponto facultativo na capital baiana. O serviço púbico funcionará normalmente e as aulas foram mantidas nas escolas estaduais e municipais. De concreto, se os foliões foram cancelados, pousadas e hotéis permanecerão abertos para recepcionarem turistas de toda a sorte. Afinal, com os bancos fechados, a movimentação do comércio é sensivelmente afetada, e muitos devem emendar, com ou sem fantasias, estes quatro dias, que se não serão de folia, serão de descanso. Á propósito desta situação, inúmeras reflexões ganharam as redes neste final de semana, discutindo se essa momentânea – e necessária – interrupção das folias de Momo poderia ser considerada um prenuncio do fim, uma vez que estas festividades estariam em declínio, ano após ano. Penso que seja uma situação pontual. De concreto, na capital paulista, o número dos chamados “megablocos” cresceu demais até 2020 e não seria sensato acreditar que municípios como Salvador e Rio de Janeiro contabilizem menos interessados na folia a partir do ano que vem. A exemplo do que acontecerá com a volta dos shows populares, incluindo os tradicionais rodeios, as massas seguirão sedentas por boas atrações e enormes aglomerações. As despesas, entretanto, estarão maiores, em parte porque os organizadores pretenderão recuperar parte do “tempo” perdido; depois, porque a inflação está exagerada no Brasil e, por último, porque as noções de preço não existem mais para este tipo de evento. Ademais, o carnaval movimenta uma grande indústria, que estava pronta para voltar neste ano, e não deverá sumir dos mapas. Restará, nos próximos dias, acompanhar o desempenho das guardas municipais, que serão encarregadas de dispersar aglomerações que serão possíveis de acontecer, como já houve registro no Rio. No mais, as estradas devem estar lotadas, as praias, cheias e as avenidas, vazias. A pandemia segue, fazendo menos estragos, mas segue.
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