ASSIM COMO, para a maioria dos brasileiros, 2021 não deixará saudades, no esporte a situação não foi muito diferente, especialmente em relação à volta dos torcedores aos estádios. A pandemia não ensinou nada, nem sobre a brevidade da vida, nem sobre hábitos de higiene e conduta.
TORCEDORES voltaram com toda a força, e muitos deles insistem em fazer provocações racistas contra seus adversários. É algo inacreditável, que continua sob o manto da proteção dos dirigentes. Se quisessem identificar estes imbecis, é claro que seus RGs já estariam com a polícia.
AS OLIMPIADAS também colocaram sobre a mesa questões pouco discutidas como a saúde mental (racismo também). A desistência da ginasta Simone Biles das principais provas acendeu uma luz amarela entre atletas que se sentem pressionados demais em suas atividades. Naomi Osaka, no tênis, também deu um tempo em sua vitoriosa carreira.
DEPOIS DE uma frustrante participação em Tokio, quando desceu do estrelato de acender a Pira Olímpica até sua eliminação na competição de simples, em setembro, fora do US Open, ela decidiu dar um tempo. Biles, Osaka e tantos outros exibiram feridas abertas e que isso sirva de inspiração a todos outros.
EM 2021 também assistimos a cenas animalescas, por exemplo, quando um jogador da segunda divisão do campeonato gaúcho chutou a cabeça do árbitro Rodrigo Crivellaro que, depois de empurrado, ficou estatelado no chão. O covarde saiu do estádio e foi direto para a cadeia.
QUANTO aos fatos positivos, retomo as Olimpíadas. Se o vôlei masculino está trocando a plumagem e não se deu bem, no feminino adquirimos uma honrada medalha de prata para a emoção dos fãs da modalidade. Também no tênis, Laura e Larissa abocanharam nossa primeira medalha olímpica.
NOSSAS MENINAS estavam demais. Rebeca Andrade também teve atuações inspiradoras, mandou bem demais na ginástica, mas o que dizer sobre Rayssa Leal? A princesinha do skate fez nossos olhos, como diz o amigo Cesar Roberto, marejarem.
NO FUTEBOL, sem dúvida, ouro para o Verdão. Vencer a Taça Libertadores duas vezes no mesmo ano é um feito difícil de acontecer, por isso, pessoalmente, considero suas conquistas mais expressivas do que vencer o campeonato brasileiro.
A FILA de 50 anos do Galo Mineiro (a Itália também superou uma dessa após vencer uma Eurocopa, após 53 anos) impôs mais emoção à conquista, mas foi somente um título, desses que nossas equipes paulistas possuem fileiras em suas salas de troféus. A vitória foi merecida, sem dúvida, mas na reta final, lembro que Palmeiras e Flamengo tiveram que aliviar os pés, algo que será bem comum nos próximos anos.
E A SELEÇÃO brasileira? Querem saber? Perder a Copa América para a Argentina no Maracanã apenas reforça que a classificação antecipada não diz muita coisa. Se o Brasil repetir no início do ano o que fez contra o Uruguai, e sobre qualquer adversário, provará o contrário.
O QUE VEM por aí? O grande aperitivo dos torcedores, a favor e contra, será sem dúvida a estreia do Verdão no Mundial de Clubes, talvez em seu último formato. E, não há dúvidas, a Copa do Catar será algo diferente para todos.
TENHO MUITOS agradecimentos para fazer, mas os deixo para a próxima edição. Pessoas que colaboram muito para o meu regresso à mídia local e a todos, incluindo os leitores desta casa, obviamente, desejo um ano repleto de realizações.
Valeu e ótimo 2022!