Após testar negativo para Covid-19, Jair Bolsonaro cumprirá, ao longo desta semana, uma extensa agenda para marcar mil dias de seu governo. A expectativa é que ele participe de inaugurações, faça anúncio de investimentos e, onde estiver, se apoie na popularidade de líderes locais. Na verdade, trata-se de uma agenda eleitoral, a qual nunca deixou de estar no radar presidencial, desde seus primeiros passeios motociclísticos. E, também é verdade, ele não é o primeiro presidente a valer-se do staff palaciano em benefício de uma marca que, para sair-se bem 2022, carece de uma reconstrução. Algo complexo por algumas razões. A primeira, e mais visível, é a sua inclinação ao confronto. Ao defender suas posições, inúmeras claramente polêmicas, Bolsonaro desperta reações imediatas, exploradas à exaustão pela mídia tradicional. A segunda, e esta parece ser a mais difícil, é não se afastar dos eleitores mais fiéis, que esperam do presidente nada menos do que eles imaginam. Trocando em miúdos, ao mesmo tempo em que o presidente deve estabelecer uma agenda propositiva, capaz de diminuir as tensões políticas e econômicas que ele sempre produz, ele não se afastará do negacionismo e do embate. Ele terá que criar uma fórmula eficiente para reverter sua impopularidade, hoje em patamares elevados segundo pesquisas, e isso passa fundamentalmente pela economia. Os reflexos da vacinação, que permitem a reabertura de diversas atividades, já o favorecem, restando saber que anúncios serão feitos a bem da criação de empregos, especialmente. Será uma semana importante e imagina-se que possa ser bem aproveitada. Imagina-se, é claro.
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