QUEM VIVEU essa maratona dos Jogos Olímpicos pôde deliciar-se com a chamada “plástica esportiva”. São recortes de competições decididas por detalhes, mas não aqueles que estamos habituados no futebol.


A GINÁSTICA rítmica, modalidade a qual o Brasil buscaria sua classificação na madrugada de ontem, é um bom exemplo. A precisão nas acrobacias, a coreografia, a trilha musical, até o brilho nos uniformes impõem um encantamento sem igual.


EM LIMEIRA, com a participação de escolinhas mantidas em Centros Comunitários, essa atividade é liderada pela professora Sandra, no Nosso Clube. Um belo trabalho.


MUITO TRISTE, ainda, é ver um ginásio vazio diante de um espetáculo de tamanha precisão, como acompanhei durante a semana. A solidão dos atletas enquanto se apresentam provoca um lamento sem igual.


E VOLTANDO aos detalhes que fazem a diferença, último deles retirou a medalha de bronze da brasileira Erica Sena, que após quase uma hora e meia de performance, na marcha atlética, teve o apontamento de um movimento irregular a 400 metros da linha de chegada.


OUTRO LADO interessante dos Jogos se concentra na lealdade da disputa e ela, propriamente dita. O professor Vitor Buragas, quando esteve ao meu lado na secretaria de Esportes, repetida uma frase à exaustão: “mil vezes a derrota à vergonha de não competir”.


O ESPORTE se equivale a uma sala de aula, pois ensina o tempo todo. Por isso, por mais que existam argumentos contrários, a divisão da medalha de ouro (a prata não foi concedida a ninguém) entre os atletas Gianmarco Tamberi e Mutaz Essa Barshim, que empataram no salto em altura, não desceu à garganta.


AINDA QUE a regra recepcione esta possibilidade, em raríssimas modalidades o empate pontua um competidor. Não faz muito tempo, uma partida de tênis precisou ser decidida no dia seguinte, tal a sequência de empates estabelecida. Não existe vitória sem a superação.


AGORA, cá entre nós, podem não parecer uma atividade esportiva, propriamente, mas modalidades estreantes nos Jogos incorporaram um charme à mais, como o skate, que promete virar uma febre no Brasil nos próximos meses. Isso se aplica ao surf.


PORÉM, o efeito estufa colocará fim à vida terrestre e não conseguiremos saber porque o Futsal ainda não foi incluído nas Olimpíadas.


BRASIL e Espanha prometem um jogo equilibrado na disputa pelo ouro. Jardine, treinador brasileiro, destacou a experiência do goleiro Santos e de Daniel Alves e Diego Carlos somada ao elenco. No setor ofensivo, porém, a empatia de Richarlison com a camisa amarela impressiona. Pode fazer a diferença.


ENQUANTO torcedores do Barcelona faziam uma espécie de vigília de despedida, o mundo da bola contabilizava o quanto o clube catalão perderia com a despedida de Lionel Messi, a começar pelo valor dos direitos de transmissão do campeonato espanhol. Será o assunto deste final de semana.


SEGUINDO a tradição oriental, atletas japoneses se desculpam quando não atingem suas metas, enquanto outros choram ou reclamam da falta de patrocinadores. E assim, depois de tantas imagens comovente, das lições atrás delas, vamos nos despedindo do maior encontro esportivo do planeta, que voltará daqui a três anos.

Que os bons momentos nos ajudem a refletir e incentivar – como ocorreu comigo, faz 15 anos – a prática esportiva. Ótima semana, amigos!